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Nossa História

E aí pessoas, eu sou o Anderson Silveira e essa é A História da Posters Minimalistas.

Bom... A minha história com a Posters Minimalistas. Afinal, nossas histórias caminham lado a lado e se alguma coisa tivesse sido diferente na minha trajetória a Posters poderia nem existir hoje.

...Sabe, aquela coisa meio "Efeito Borboleta".

 

Desde que eu me conheço por gente eu gosto de desenhar. Na escola, eu era aquele aluno a quem todos pediam desenhos. 

Como a arte sempre me atraiu e eu já tinha tendências autodidata, aos 12 anos comecei a tocar guitarra e aprender pintura digital. Também nessa fase, com o incentivo do meu pai, aprendi a criar sites.

Eram épocas diferentes das de hoje e para você ter uma página na web, era necessário saber no mínimo HTML e improvisar gambiarras no Dreamweaver.

Durante esse período, um dos meus maiores hobbies era mexer com o RPG Maker.

Eu vivia em fóruns sobre assunto e o meu objetivo era criar um RPG Online baseado em Naruto. Que sem dúvidas alguma foi o anime/mangá que mudou a minha vida. Digo isso, porque como eu não encontrava ninguém para fazer os gráficos do jogo, eu mesmo resolvi aprender a criar. Comecei por um programa chamado Paint.

É... Aquele Paint.

 

Depois que eu descobri que alterando cada pontinho da imagem eu poderia criar qualquer gráfico, eu me vi mergulhado no mundo das Pixel Art.

Não muito tempo depois, eu comecei a vender minhas criações para servidores privados de Ragnarok Online. E não só isso, comecei a vender sites para essa galera também.

Lá estava eu, no auge dos meus 13 anos ganhando uma graninha bem legal para a minha idade. 

Depois que eu terminei a oitava série e estava indo pro primeiro ano do ensino médio, meu pai recebeu uma proposta de emprego. Minha família precisou decidir se iríamos continuar vivendo em Florianópolis ou se iríamos para São Paulo. Acabei perdendo o ano letivo por causa desse impasse. Mas isso me ajudou muito a desenvolver o meu lado artístico e despertar ainda mais o meu interesse por música. Formei uma banda e mesmo com pouca experiência conseguimos coisas muito legais. Começamos a compor músicas autorais, tocamos em diversos festivais e chegamos até a abrir o show do Raimundos.

Durante essa época conheci muitas pessoas que foram e são muito importantes pra mim até hoje.  Em 2012, eu estava fazendo um supletivo para terminar o terceiro ano e trabalhando como freelancer. Fazendo trabalhos como designer gráfico e web.

Foi então que anunciaram a vinda do Paul McCartney para Florianópolis. Era uma oportunidade única de ver um Beatle tocando em solo manézinho e eu definitivamente não iria perder.

Madruguei para comprar ingressos e fui pra fila do show nas primeiras horas da manhã. Foi incrível. Uma experiência única que eu vou guardar para sempre. Assim como o meu boletim do terceiro ano, quando eu fui reprovado. Aconteceu que na manhã que eu fui pra fila do show eu perdi uma prova final de matemática.

Eu não me arrependo, na verdade, eu repetiria isso quantas vezes fossem possíveis.

Sobre a escola: eu não me enxergava fazendo uma faculdade. Eu sempre funcionei melhor aprendendo por conta própria, no meu próprio tempo.

Sendo assim e contando com o apoio dos meus pais, eu resolvi me dedicar ao trabalho e música.

 

No final daquele ano eu comecei a namorar… E a Posters Minimalistas não teria existido se eu não tivesse conhecido aquela garota.




A Idéia

 

Foi num sábado à tarde. Estávamos eu e a minha namorada jogando Skyrim.. Estávamos viciados nesse jogo naquela época. Mas depois de uma sessão bem fracassada onde eu havia perdido várias vezes para o mesmo dragão, eu resolvi parar de jogar e comecei a navegar na internet.

Acabei caindo em um site americano onde artistas vendiam suas artes. Nesse site, eu me apaixonei por um poster de Star Wars. Um poster minimalista de Tatooine, o planeta de Anakin e Luke Skywalker. Pensei “Nossa, eu realmente gostaria muito de ter isso na minha parede!”. Mas aconteceu que eu não havia cartão de crédito e tampouco o site enviava para o Brasil. Teria sido muito triste se eu não soubesse ilustrar.

De forma praticamente instintiva eu abri o Photoshop e criei um Poster parecido com aquele que eu tinha visto. A partir daí, eu estava me divertindo tanto, que comecei a criar outros Posters com idéias que surgiram na hora.

De repente, minha namorada me questionou: “Já pensasse em vender esses Posters?”. A minha primeira reação foi “Ué, quem compraria?”, “Você compraria, não?” ela disse. Fui obrigado a concordar.

 

Naquela época, a minha namorada e a irmã dela vendiam bottons em eventos de cultura pop. Me foi sugerido, então, que eu participasse de um desses eventos com elas só para ver qual seria a resposta do público ao meu trabalho.

O próximo evento delas seria dentro de 2 semanas, em Blumenau, há 155 km de Florianópolis. Juntei minhas economias (que não eram muitas), criei mais artes, imprimi os Posters em tamanho A3, fiz um catálogo no tamanho A4 e lá fomos nós.

 

Fui não só com um, mas com os dois pés atrás. Eu não sabia nem se iria vender um poster sequer. Porém com menos de 20 minutos de evento, apareceu um menino e comprou 3 posteres.

No final do primeiro dia eu já havia vendido praticamente todos os que eu levei. Só não vendi mais, pois não tinha como imprimir as artes em Blumenau. Eu não tinha levado os arquivos em um pendrive ou feito upload na nuvem.

No segundo dia, passei o evento inteiro me desculpando com as pessoas interessadas porque eu não tinha mais posters.

Acabei vendendo até as artes do catálogo A4 de tanto que insistiram.

 

Quando voltei para Florianópolis, percebi que tive que usar praticamente todo o dinheiro que eu ganhei no evento para pagar as despesas da viagem. Por outro lado, uma coisa muito importante tinha ficado: a idéia de vender Posters Minimalistas foi validada.

 

Poucos dias depois tivemos outro evento, dessa vez em Tubarão, há 137 km de Florianópolis. Para esse evento eu fui com muita expectativa. Expectativa essa que foi frustrada. O público era completamente diferente e eu não vendi praticamente nada.

Se já não bastasse o prejuízo, quando voltamos para Florianópolis, a minha namorada terminou comigo.

Minha última tentativa de vender Posters em evento aconteceu poucos dias depois, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Eu vendi literalmente 2 Posters e tive que passar os dois dias de evento na mesma sala que a minha ex.

 

Com todo esse desânimo, a melhor parte da minha vida estava sendo a música. Me juntei com alguns amigos e formamos uma banda chamada Cambridge, para tocar Rock Britânico (The Beatles, Oasis, Radiohead, Coldplay, The Cure, etc). Pela frente eu tinha um grande desafio: ser vocalista. Algo que eu nunca tinha feito antes.

 

Marcamos o nosso primeiro show no mesmo evento em que eu havia exposto os Posters pela última vez. No show, vi uma menina e fiquei encantado por ela. Não tive coragem de puxar assunto, mas para a minha surpresa ela me encontrou nas redes sociais.

 

Algumas semanas depois estávamos namorando. E com apenas 3 meses de relacionamento, decidimos morar juntos. Mas pra isso eu precisaria de um emprego fixo, já que ser freelancer não me garantia um bom salário mensal.

 

Agora, lembra quando eu falei da minha primeira banda e de como eu tinha conhecido muita gente? Foi por causa de um músico que conheci na época que  consegui um emprego.

 

O trabalho era cuidar do E-commerce de uma loja de viagens e aventuras. Atender clientes, embalar pedidos, postar em redes sociais e tudo mais o que surgisse. Eu topei o desafio. Mesmo não sabendo exatamente onde eu estava me metendo.

Eu tinha me apaixonado pela Loja, o ambiente, o conceito. Fora que era pertinho de onde queríamos morar.

 

Com a vida estabilizada. Eu estava focado em como eu poderia melhorar o meu trabalho.

A plataforma que usávamos para a Loja Virtual já era obsoleta. Sugeri então, que a gente contratasse uma agência para desenvolver uma nova loja virtual.

Depois de algumas reuniões, decidimos optar pela agência que mais me daria liberdade criativa. Desenhei o layout, refiz a marca e comecei a estudar assuntos que me ajudariam a melhorar a qualidade do trabalho, como por exemplo: fotografia, vídeo e marketing.

O processo de desenvolvimento durou cerca de 3 meses. Além disso, a empresa investiu em mim também, me pagando um curso de Gerente de E-commerce.

Com todas essas melhorias, o resultado não poderia ter sido outro. Lançamos o site e as vendas aumentaram muito.

 

A experiência que eu tinha adquirindo expandiu os meus horizontes. Comecei a pensar que: “Se essas pessoas que eu vi no curso conseguiram chegar em algum lugar, eu também consigo”. Então, paralelo ao meu trabalho como Gerente de E-commerce eu comecei a olhar para uma idéia que estava engavetada há algum tempo: a Posters Minimalistas.




A Primeira Loja Virtual

Naquela época, eu tinha uma página no Facebook chamada “Posters Minimalistas”, onde eu postava minhas criações, apenas por diversão.

A idéia foi crescendo e surgiu uma pessoa interessada em tirar essa idéia do papel e abrir um e-commerce para vender as artes para todo o Brasil.

Ele me apresentou uma plataforma pronta para expôr e vender os produtos: o Big Cartel. O layout era bonito, mas a única forma de pagamento disponível para o Brasil era o PayPal, que até então, só aceitava pagamentos através de cartão de crédito ou transferência de saldo. Nada de Boleto, por exemplo.

Essa primeira versão da Posters, ainda recém-nascida, tinha o meu apartamento como sede. Nós trabalhávamos nas horas vagas, pois tínhamos nossos empregos e projetos paralelos. A logística era bem amadora, não tinhamos estoque de moldura ou de embalagens. Muito menos uma linha de produção. Era o que dava, quando dava.

Nessa primeira versão do produto, o Poster era vendido com ou sem moldura. Moldura essa que eu comprava numa loja de departamentos. Ela acompanhava apenas o ganchinho para parafusar na parede e o vidro que quase sempre quebrava durante o transporte.

 

Vendemos pouco, apesar termos conseguido uma visibilidade legal. Saímos em blogs e fizemos parcerias com páginas no Facebook.

Ter uma forma de pagamento tão limitada comprometeu o negócio. Começaram a aparecer também reclamações de clientes que receberam o produto danificado por causa do mal empacotamento.

Tudo desandou ainda mais quando percebi que o meu “sócio” não estava tão engajado no projeto e começou a me ignorar.

 

Resolvi retirar o site do ar.

 

Voltei o meu foco para o meu trabalho principal e minha banda. Estávamos tocando praticamente toda semana em casas noturnas e pubs da Grande Florianópolis. Foi uma época muito divertida.

 

Mesmo apesar do segundo fracasso, eu resolvi continuar pesquisando outros modos de abrir um e-commerce sem ter muito trabalho. Foi quando encontrei a Loja Integrada, outra plataforma de e-commerce que você paga uma mensalidade para usar. O legal dessa foi que além de ter as formas de pagamento mais comuns no Brasil, ela também me permitia editar os códigos CSS do site.

Fiz tanta gambiarra que o site não parecia ser dessa plataforma.

Minha namorada me ajudou com o cadastramento dos produtos e em poucos dias eu já tinha conseguido colocar o site no ar novamente. Apareceu um novo interessado no projeto, que me ajudou investindo em material. Mas acabou não durando muito, assim como o meu relacionamento, que por causa do meu alto comprometimento com o trabalho, acabou sendo abalado.

 

Resolvemos dar um tempo.

 

Mais uma vez, eu estava focado no meu trabalho principal e na minha banda. Acabei reatando com a minha namorada e surgiu uma terceira pessoa interessada no sociedade. Lá fui eu de novo…

 

Esse novo “sócio” estava bem interessado no projeto e nós resolvemos trabalhar mais seriamente. Dessa vez nós iriamos trabalhar inclusive com uma plataforma mais complexa. A mesma que usamos na loja virtual em que eu trabalhava: O Magento.

Como eu tinha participado de todas as etapas do projeto, eu aprendi, observando, quais eram os caminhos para desenvolver a plataforma. Contratamos hospedagem, compramos um tema e eu mesmo fiz todas as edições de frontend necessárias. Parecia que dessa vez o negócio ia pra frente. E de fato, foi. O problema é que novamente, o meu relacionamento foi abalado e decidimos nos separar de vez.

Coloquei na minha mochila algumas mudas de roupa, meus produtos de higiene e meu macbook. Fui pra casa do meu “sócio”, que por acaso, também morava com a namorada. Fiquei lá por poucos dias. A namorada dele não se sentia confortável com a minha presença e vivia reclamando que ficávamos trabalhando a noite inteira. Foi então que recebi uma mensagem falando que a a minha ex-namorada havia deixado o apartamento.

Quando cheguei lá, ele estava praticamente vazio, já que a maioria dos móveis e eletrodomésticos eram dela. Literalmente, tudo o que eu tinha eram: uma mesa de jantar, duas cadeiras, um rack, um guarda-roupa e uma escrivaninha. Todo o resto que você pode imaginar que deveria ter em uma casa, não tinha. Exatamente. Não tinha geladeira, fogão, pia ou até mesmo uma cama.

Tive que improvisar. Liguei pro meu avô e peguei emprestado um isopor que ele usava para armazenar peixes durante as pescarias. Fiz miojo usando uma cafeteira. Comi usando talheres de plástico que eu peguei no posto de gasolina e dormi em cima de 3 cobertores.

Num belo dia, meu pai foi me visitar e viu a situação em que eu me encontrava. Eu não queria incomodar eles, por isso não tinha falado nada. Mas bem, depois disso eu ganhei um colchão, uma pia, louças, talheres e com a ajuda da minha vó, também ganhei uma geladeira, um fogão e um micro-ondas.

Agora na vida de solteiro, eu comecei a sair mais e acabei reencontrando um amigo da adolescência que por coincidência trabalhava perto de onde eu trabalhava.

Começamos a nos encontrar mais vezes. Numa dessas conversas, ele me contou que queria abrir uma loja de camisetas. Contei a minha idéia de abrir a Posters Minimalistas e ele ficou empolgado.

Finalmente, a Posters Minimalistas iria acontecer.



A Posters Minimalistas

Começamos a nos reunir praticamente todo dia depois do expediente para resolver as questões da empresa, conversar e produzir. Formalizamos a empresa, abrimos um CNPJ, definimos os fornecedores, fizemos parcerias, repensamos a marca, criamos mais posters, finalizamos o site e arrumamos as redes sociais.

Só tinha um detalhe importante: Eu queria que os posters fossem enviados com o Fecho Fixador Command 3M.

 

O Fecho Fixador 3M é um acessório que você usa  para fixar um quadro na parede sem ter que furá-la. Melhor ainda, sem estragá-la ao remover.

Enviei e-mails para a 3M, liguei, mas não consegui a parceria com eles. Comecei a ficar preocupado, porque a minha intenção era entregar um produto que além de bonito e bem feito, também fosse prático.

Certo dia, meu sócio apareceu com um rolo de velcro adesivo. Aquele mesmo velcro usado em bermudas.

Parecia uma idéia ruim, de certa forma era, mas ela atendia a nossa necessidade.

A primeira versão do Poster estava pronta. Gravamos inclusive um comercial mostrando como funcionava o produto: (inserir video)

 

O lançamento da empresa estava se aproximando e junto disso, uma decisão importante: Largar o meu emprego ou tentar conciliar os dois trabalhos?

A idéia não saia da minha cabeça. Eu estava infeliz com o meu trabalho. Eu estava ganhando pouco, fazendo muito e me sentindo limitado.

 Eu sentia que a Posters Minimalistas ia dar certo, eu sentia mesmo. Apesar de algumas pessoas dizerem o contrário. Mas sabe, nenhuma dessas pessoas enxergavam o negócio na sua totalidade da mesma maneira que eu.

 

Tomei a minha decisão, fiz um acordo com a empresa em que eu trabalhava e no dia 31 de Dezembro de 2014 às 17h eu saí daquela loja pela última vez como funcionário e fui em direção a um mundo completamente novo.

O mais engraçado é que eu havia passado aquela semana com 5 reais. Literalmente, eu tive que ir ao mercado e escolher o miojo mais barato para me alimentar até a minha rescisão cair na conta. Mal sabia eu que ela já havia sido depositada.

 

Eram meia-noite e um, do dia 1 de Janeiro de 2015. Dali mesmo, da beira da praia, nós lançamos a Posters Minimalistas.

 

O site estava no ar. Mas demoramos 4 dias para vender o primeiro poster.

 

Os dois primeiros meses foram bem fracos. O que faturamos mal dava pra pagar as contas do apartamento onde estava morando eu, meu sócio e um amigo dele que nos ajudava às vezes. Até que um dia eu cheguei em casa e todas as coisas deles haviam sumido. Meu sócio abandonou a empresa e eu me vi sozinho. De novo.

Mas sabe, quando as coisas pareciam que iam piorar, eu arrisquei de novo. Investi quase tudo o que eu tinha de dinheiro em um módulo de checkout. As vendas aumentaram 300%.

 

Março já foi um mês mais confortável. O problema é que eu estava fazendo tudo, da criação e marketing ao atendimento e embalagem dos pedidos.

Como eu já não estava mais dando conta sozinho e minha jornada de trabalho era exaustiva. Minha mãe começou a me ajudar. E acontece que ela era exatamente o que faltava para a empresa: uma pessoa organizada que cuidava com carinho de cada pedido.

Logo nos primeiros dias ela já havia diminuído o tempo de produção de cada pedido de 25 minutos para 10 minutos, e de quebra, melhorando a qualidade e a embalagem.

Começamos a receber e-mails dos clientes elogiando.

 

Abril foi um mês extraordinário. As vendas triplicaram novamente. Vendemos tanto que precisamos contratar a nossa primeira funcionária.

As coisas estavam indo muito bem. Inclusive na minha vida amorosa. Desde Dezembro de 2014 eu vinha trocando mensagens com uma garota que estava fazendo intercâmbio na Irlanda. Nós estávamos nos falando praticamente todo dia por Skype, do ponto que a gente dormia conversando em vídeo e acordava ainda com a conversa ligada.

Em Maio, com dinheiro sobrando, eu fui pra Europa, onde a encontrei para fazer uma viagem por 7 países. Foi a realização de um grande sonho. Desde novinho eu sonhava em viajar pra fora do país. E considerando a situação em que eu me encontrava em Dezembro de 2014, podemos dizer que a minha vida mudou muito rapidamente.

Mas claro, nem tudo são flores. Eu e a garota acabamos não dando certo.

Sabe aquele famoso ditado: “Se você não é feliz aonde está agora, não vai ser feliz em Paris?”. Eu estava em Paris, brigado com a menina e triste… Mas pelo menos eu estava em Paris.

 

Depois de beber vinho um pouco além da conta numa noite na Torre Eiffel, nós perdemos o vôo para Lisboa e consequentemente não viajamos pra Portugal e Espanha, que seria o último destino. Decidimos que era hora de nos separarmos.

Ela voltou pra cidade em que estava morando e eu fui pra Dublin, onde passei uma semana sozinho.

 

Eu sabia que não poderia abandonar a empresa durante o tempo em que eu estivesse viajando, por isso, levei meu macbook e de lá consegui realizar as minhas rotinas.

 

Enquanto eu estava lá eu finalmente recebi um retorno da 3M, a empresa que eu queria ser parceiro desde o dia em que eu abri a Posters. Agendamos uma reunião com um representante para a semana do meu retorno ao Brasil e concretizamos a parceria..

 

Tudo certo! Agora todos os Posters Minimalistas seriam enviados com o Fecho Fixador Command 3M.

 

Além disso, nosso fornecedor de moldura conseguiu produzir um modelo que eu havia solicitado no começo do ano. Ao invés de ser uma moldura de madeira maciça com gesso e pintura laqueada, a nossa moldura agora era de madeira maciça com uma película importada da Itália. Mais resistente, mais bonita e muito mais leve.

 

Em Novembro de 2015, eu fiz a maior loucura da minha vida. Coloquei o site no Black Friday com 40% de Desconto e Frete Grátis para todo o Brasil. Vendemos em 1 dia o equivalente a um mês inteiro.

Não estávamos preparados para tanta demanda, nem nossos fornecedores. Atrasamos tantas encomendas que para não perder os clientes começamos a enviar os pedidos por Sedex e ou dar brindes. Tivemos um prejuízo absurdo pois nosso markup não era muito grande.

 

A empresa era um sucesso, mas estava endividada.

 

Nos meses que seguiram, começamos a experienciar lados muito ruins de ter um negócio, a desorganização no setor financeiro, principalmente pela falta de um. Problemas com funcionários e o alto nível de estresse e ansiedade.

 

No meio desse caos, comecei a ser chamado para dar palestras, o que foi excelente, porque eu parei para olhar toda a nossa história e percebi o quanto a nossa empresa era especial.

O que realmente importava não era o dinheiro, não eram os números de vendas ou a quantidade seguidores, mas sim, por mais clichê que possa soar, trabalhar com o que a gente ama e criar um impacto positivo na vida das pessoas.

Eu olhei pra trás e lembrei de como no começo, tudo o que eu queria era só ter um Poster na minha parede, porque aquilo dizia muito sobre quem eu era.

Eu lembrei dos momentos em que eu quase passei necessidade, mas não me importei, porque eu acreditava que estava fazendo o que eu realmente queria pra minha vida. Olhei para todo mundo que se dedicou junto comigo, que abraçaram a idéia e o sonho.

 

No fim das contas, nós trabalhamos porque dinheiro é preciso: para pagar os boletos e ter uma boa qualidade de vida. Mas viver apenas pra isso não faz sentido.

Nós estamos aqui porque gostamos de criar. Gostamos de criar posters, gostamos de produzir conteúdo e estar próximos de pessoas que se sentem do mesmo jeito que a gente.



Obrigado a todos que fizeram e fazem parte dessa história,

 

Andy